Mercados seguem instáveis ao redor do mundo

A semana está terminando, mas a volatilidade ainda não. Depois dos tombos vistos nos mercados acionários globais na terça-feira, os investidores ainda estão juntando os caquinhos, ensaiando recuperação, vendendo de novo, cultivando a cautela e deixando para trás a "exuberância irracional" que, antes, fez as bolsas cravarem recordes em cima de recordes. O start para a correção foi dado pela China, que subiu nesta sexta-feira (1,2%), Hong Kong também (0,49%), mas Japão caiu 1,4%. O tombo no pregão desta sexta no Japão levou o índice Nikkei 225 aos 17.217,93 pontos, o nível mais baixo desde 16 de janeiro. O índice já perdeu 5,5% nesta semana, afetado pelo movimento generalizado de venda de ações que percorreu os mercados globais desde o mergulho da Bolsa de Xangai, na terça-feira.O mercado de ações norte-americano começou os negócios em baixa, com os investidores expressando preocupações com a contínua depreciação do dólar em relação ao iene. As projeções negativas traçadas pela companhia Dell Computer também influenciam o comportamento dos negócios. Às 12h50 (de Brasília), o índice Dow Jones tinha desvalorização de 0,04% e o Nasdaq caía 0,19%.Bevilaqua sai do BCPor aqui, a volatilidade vista nos mercados ganha um ingrediente especial, com a saída do diretor de Política Econômica do BC, Afonso Bevilaqua (o diretor de Estudos Especiais, Mário Mesquita, passa a acumular as duas funções por tempo indeterminado). Essa era uma pedra cantada há muito tempo, mas num ambiente frágil, pode ser pretexto para mais vaivém nos negócios. Contudo, as seguidas defesas feitas pelo presidente Lula da política econômica - na quinta-feira houve mais uma forte - minimizam dúvidas sobre a permanência de Meirelles à frente do BC. Às 12h58, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caía 0,81% para 43.165 pontos. Conforme esperado pelos investidores, as ações da Brasil Telecom Participações (BRT) e da Telemar sobem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), enquanto Usiminas cai. Natura se recupera e registra alta.Ás 12h55, o dólar estava cotado na mínima do dia, a R$ 2,1180, com queda de 0,05%.

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