Mercados seguem otimistas e dólar cai para R$ 2,33

No embalo das últimas semanas, os mercados continuaram otimistas, especialmente o câmbio. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3320. Essa é a cotação mais baixa desde 2 de julho, quando os negócios fecharam na mesma marca. Desde o dia 21 de setembro - quando atingiu a cotação histórica de R$ 2,8350 -, o comercial já acumula queda de 17,74%. No ano, a alta do dólar reduziu-se para 19,53%. Os mercados ainda reagem às declarações do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, na sexta-feira. Fraga disse à imprensa que "numa visão de médio e longo prazo a taxa de câmbio estava muito depreciada e possivelmente hoje ainda esteja." Os investidores interpretaram o fato como uma indicação de que o governo não está preocupado com as quedas da moeda norte-americana. Como o fluxo de divisas é bastante positivo, as cotações despencaram. O presidente do BC ainda avaliou que deve interromper em janeiro as vendas diárias de US$ 50 milhões no mercado, instituídas em setembro para controlar o câmbio. Além disso, as previsões das principais instituições financeiras continuam melhorando. Na pesquisa do BC divulgada hoje, o otimismo é maior em todas as áreas, tanto para o balanço final de 2001, como para 2001: crescimento econômico, contas públicas, contas externas e cotação do dólar. Somente a inflação apresentou piora, ficando acima do previsto na última pesquisa. Enquanto o investidor brasileiro tem motivos para comemorar a entrada de 2002, a situação na Argentina nunca esteve tão ruim. O ministro da Economia, que pretendia conseguir a liberação da parcela negada de US$ 1,26 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), voltou a Buenos Aires de mãos vazias. Agora, só resta realizar maiores cortes orçamentários, o que significa mais recessão. Na quinta-feira, haverá uma greve geral nacional. As reservas internacionais do país estão em nível muito perigoso, e, na prática, o peso já está sendo trocado com ágio de cerca de 20% nas cidades argentinas. E quanto mais o governo espera, menos opções lhe restam. Nas previsões mais otimistas, até abril do ano que vem será atingido o limite legal de 66 centavos de dólar para cada peso em circulação. O mercado espera para ver como será viabilizada a dolarização, a desvalorização do peso ou uma mistura das duas. Fechamento dos mercados O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3320, com queda de 2,55%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 20,470% ao ano, frente a 20,830% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,11%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 7,59%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,27%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 1,44%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

10 Dezembro 2001 | 18h27

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