Mercados seguiram leilão na Argentina

Hoje os movimentos dos mercados foram regidos diretamente pelas expectativas e resultados do leilão de títulos da Argentina. O governo leiloou US$ 1,1 bilhão em títulos de 364 dias, e a taxa de juros final foi de 16% ao ano. As taxas coincidiram com as expectativas do mercado, mas ficaram muito superiores aos juros de 10% ao ano negociados no último leilão, de 15 dias atrás. Essa elevação significativa reflete as preocupações dos investidores em relação à situação econômica argentina. Ao menos para esse ano, as necessidades financeiras do governo argentino estão cobertas e o Fundo Monetário Internacional já ofereceu US$ 2 bilhões para esse ano e mais US$ 2 bilhões para o ano que vem. Mas, enquanto o país não solucionar os seus problemas estruturais, como a taxa de câmbio fixa com o peso sobrevalorizado e a recessão, a instabilidade deve continuar.Mercados brasileiros operaram nervososO dia foi de fortes oscilações, com altas na Bolsa, nos juros e no dólar. O dólar fechou em R$ 1,9550, com alta de 0,77%, após ter atingido R$ 19,670, a cotação mais elevada desde 1º de novembro. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta 1,14%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 18,500% ao ano, frente a 18,200% ao ano ontem.

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