Mercados sem definição sobre fim da CPMF

Os negócios no mercado financeiro encerram o dia sem uma definição sobre o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A proposta, que faz parte da emenda constitucional que prorroga a vigência da CPMF e estabelece a isenção nas operações realizadas na Bolsa, será votada, em primeiro turno, pelo plenário da Câmara.Esta votação estava marcada para hoje. Até o fechamento dos negócios no mercado financeiro, a votação ainda não havia sido iniciada.Os líderes partidários mobilizaram-se durante todo o dia para reunir quorum suficiente para manter no texto a isenção das operações na Bolsa. Nesta votação, o governo não contará com o voto da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT).Segundo apurou o repórter Nelson Breve, o deputado Geraldo Magela (PT-DF) afirmou que a bancada do partido irá votar a favor do destaque que retira do texto da proposta a isenção da CPMF para o mercado acionário. Segundo o deputado, a decisão foi tomada há pouco em reunião fechada que ainda está em andamento no espaço cultural da Câmara.O assunto não chegou a provocar reação por parte dos investidores durante o dia, mas foi o principal assunto nas mesas de operação. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) termina a terça-feira em queda de 0,10%. Mais uma vez, o volume de negócios foi expressivo, em R$ 730,612 milhões.Com o resultado de hoje, a Bolsa registra uma alta de 9,76% em fevereiro e de 2,84% no ano. As maiores altas entre as ações do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) do Itaú (2,99%), Brasil Telecom Participações PN (2,48%) e Telemig Participações PN (2,25%).No mercado cambial, as cotações da moeda norte-americana encerraram o dia praticamente estáveis. O dólar comercial foi vendido a R$ 2,3950, em queda de 0,04% em relação ao fechamento de hoje. Os negócios foram influenciados pelo boato de que forças especiais dos Estados Unidos teriam invadido o Iraque. No momento em que surgiu este rumor, o dólar chegou à máxima do dia, em R$ 2,4150. A tendência de alta foi revertida depois que o Pentágono negou a informação, mas o resultado final foi a forte oscilação das cotações.As taxas de juros também chegaram a apresentar alguma oscilação. No final do dia, os contratos de DI futuro com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam juros de 18,410% ao ano - estáveis em relação ao fechamento de ontem.Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagavam juros de 18,36% ao ano, frente a 18,34% ao ano ontem. Em tempo: o governo conseguiu vender integralmente em leilão os dois lotes de títulos públicos prefixados com taxa média de 19,87% ao ano.Mercados internacionaisNos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,30%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - encerrou o dia com baixa de 0,16%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em baixa de 2,00%. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o dólar fechou em alta, entre 2,20 a 2,25 pesos para a venda, ante 2,15 a 2,20 pesos ontem. Para a compra, a moeda norte-americana terminou o dia em 2,05 a 2,12 pesos, ante 2,00 a 2,05 na segunda.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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