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Mercados: semana começa menos instável

Os investidores começam a semana de forma mais otimista, mas não abandonam o clima de cautela que deve definir os negócios nos próximos. No mercado de câmbio, a postura adotada pelo Banco Central (BC) de que atuará sempre que perceber uma alta descontrolada das cotações foi motivo para um alívio no preço do dólar que vem ampliando sua queda desde quinta-feira. Da cotação máxima alcançada, de R$ 2,4790 na terça-feira, até o fechamento oficial na sexta-feira, de R$ 2,2940, a queda é de 7,46%. Analistas consideram que o dólar deve estabilizar-se no intervalo entre R$ 2,27 e R$ 2,30, mas mantêm a preocupação de que as cotações podem voltar a subir, caso haja algum fato novo negativo em relação às diversas incertezas - crise de energia, situação argentina e processo eleitoral em 2002.Há pouco, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,2930 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,82% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A Bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 1,06%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,970% ao ano, frente a 21,250% ao ano registrados na sexta-feira.Incertezas no médio e longo prazo O ex-diretor do Banco Central e sócio da MCM Consultores, José Júlio Senna, avalia que nem todo este recuo estimado para a queda do dólar representa, de fato, uma bolha especulativa. "A queda nestes primeiros dias de atuação do BC foi favorecido por um cenário menos instável na Argentina. Caso o país vizinho tivesse apresentado algum fato novo negativo, o recuo teria sido menor", avalia. O ex-diretor do Banco Central alerta que a atuação do governo para conter a alta do dólar encontra forte limitação no médio e longo prazo, pois há muitas incertezas em relação ao impacto da crise de racionamento de energia na economia brasileira, às incertezas em relação aos rumos da economia argentina, processo de eleição presidencial em 2002, consecutivos déficits em conta corrente, queda no volume de investimentos diretos para o País e desaceleração da economia mundial. Ele prevê que, para que a alta do dólar seja de fato contida no médio e longo prazo, o governo terá que atuar em todas estas frentes e contar com a sorte em relação à Argentina e à desaceleração da economia mundial. E mais: essas questões exigem um plano de atuação do governo de prazo mais duradouro, o que traz preocupações. Isso porque não se sabe quem irá comandar a política econômica do País a partir de 2003, quando se inicia um novo mandato presidencial. "A questão política começa a ganhar peso ainda maior", avalia. Investimentos Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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