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Mercados: semana começa sem fatos novos

O mercado financeiro deve ter uma abertura tranqüila, em reflexo à ausência de novidades importantes relacionadas ao cenário político. Havia, na sexta-feira, o temor de que a imprensa em geral trouxesse novas denúncias no final de semana - o que não aconteceu. O episódio do racha na base governista e das investigações da empresa da governadora Roseana Sarney estiveram, evidentemente, nos destaques das publicações. Mas não houve notícias novas. Assim, o mercado financeiro deve operar aguardando fatos novos no cenário político. Sem abandonar a cautela devido à crise política, o mercado espera por um novo corte da taxa básica de juros da economia, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A aposta é de que haja uma queda de, pelo menos, 0,25 ponto percentual, a exemplo do ocorreu na última reunião do Comitê.O mercado espera também a confirmação da votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), prevista para amanhã. Além disso, merece destaque as divulgações das pesquisas eleitorais para presidência da República . Outro evento importante para o segmento de juros será a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que acontece amanhã. A expectativa é que o resultado venha reafirmar o movimento de queda lenta da inflação e, assim, reforce a idéia de que a Selic poderá ser reduzida na próxima reunião do Copom. No exterior, os destaques continuam sendo as negociações do governo argentino com o FMI e os dados da economia dos EUA. Hoje o indicador norte-americano mais importante a ser divulgado é o de estoques do atacado em janeiro. Números do mercadoHá pouco, o dólar comercial para venda estava cotado em R$ 2,3460, com queda de 0,21%. No mercado de juros, os contratos de DI futuro, com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) pagam juros de 18,120% ao ano frente a 18,180% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 0,24%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - estava em alta de 0,07% e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - operava em queda de 0,29%.

Agencia Estado,

11 de março de 2002 | 11h27

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