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Mercados: situação argentina pode se agravar

A situação da Argentina continuará no centro da instabilidade no mercado financeiro nessa semana. A divulgação das condições de troca dos papéis da dívida de curto prazo por títulos com vencimento mais longo (swap) vem sendo protelada há várias semanas. A justificativa, segundo a equipe econômica argentina, é de que a taxa de risco do país precisa estar mais baixa. Caso contrário, os juros que seriam pagos nessa operação poderiam ficar muito elevados. Mas isso acaba funcionando como uma armadilha. Ou seja, a demora na divulgação dessas condições deixa os investidores ainda mais apreensivos, o que inviabiliza uma queda na taxa de risco do país. Um estudo da consultoria Econométrica, divulgado nessa manhã pela correspondente Marina Guimarães, afirma que, para ser considerado um êxito, o swap argentino deverá apresentar as seguintes características: ter a participação de investidores estrangeiros; que o risco país não seja superior a 800 pontos base no momento da troca; e que o valor total trocado seja igual ou maior do que US$ 20 bilhões (veja mais informações no link abaixo).Diante das incertezas em relação à Argentina e à crise de energia no Brasil, a expectativa é de que as oscilações continuem no mercado financeiro durante essa semana. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,03%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,3000 na ponta de venda dos negócios. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - não registraram negócios até às 11h10.Os investidores também estarão atentos hoje e amanhã à decisão do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), que reúne-se nessa terça-feira, dia 15, para avaliar a taxa de juros no país. A maioria dos analistas aposta em corte de 0,5 ponto porcentual, o que faria com a taxa caísse de 4,5% para 4,0% ao ano. Crise de energia no Brasil O movimento financeiro durante a semana também será guiado pela preocupação dos investidores com a crise de energia no Brasil. Fala-se em um corte na oferta de energia em torno de 20%, a partir de 1º de junho. Mas isso ainda não está confirmado. Também não se sabe durante quanto tempo a oferta de energia será limitada e em que medida afetará o desempenho da economia.A produção das empresas ficará menor, as exportações serão reduzidas, o crescimento econômico do País será menor, a oferta de emprego também será prejudicada, assim como a inflação pode sofrer pressão de alta. Porém, não é possível mensurar a magnitude de todas as conseqüências e o que cada uma delas pode provocar. Ou seja, traçar o efeito exato de um cenário ainda incerto sobre a economia brasileira é muito arriscado. Mesmo assim, os investidores refazem as contas e tentam dimensionar o tamanho dos efeitos do desabastecimento, o que continuará provocando instabilidade no mercado financeiro na próxima semana. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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