Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados: Telesp Celular segurou a tensão

No cenário econômico mais amplo, os mercados não tinham o que comemorar ontem. Crise energética, crise argentina e crise política renovada: todas continuam tirando o sono do investidor. Mas uma boa notícia pontual melhorou os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou em alta (veja os números do mercado no link abaixo). A Portugal Telecom anunciou que trocará as ações da Telesp Celular, sua controlada, por BDRs - recibos através dos quais as ações da empresa portuguesa serão negociados na Bovespa. O otimismo relativo pode durar enquanto durar a operação, cujo sucesso depende da adesão voluntária de pelo menos 67% dos papéis em poder de acionistas minoritários. Mas o pessimismo e a cautela que vêm acompanhando os negócios há dias devem perdurar. Nervosismo com denúncias e racionamentoNo final de semana, ressurgiu a denúncia, publicada na última edição de Veja, de que no meio da crise cambial do início de 1999, o então presidente do Banco Central (BC), Francisco Lopes, teria vendido informações privilegiadas com o conhecimento do ministro da Economia, Pedro Malan. A novidade é que, em posse de fitas confirmando a denúncia, o ex-proprietário do Banco Marka, Salvatore Cacciola, teria chantagiado Lopes. Ontem à noite, Malan enviou uma carta à redação da revista negando enfaticamente o fato, repetindo as declarações de vários membros do governo. Na abertura, os mercados reagiam mal às denúncias, mas como não houve apresentação de provas, a atenção ao tema foi diminuindo ao longo do dia. Mas ainda resta o temor de que possa surgir algum fato envolvendo o Presidente da República ou a equipe econômica, realimentando a demanda por investigações e abalando ainda mais a popularidade do governo um ano antes das eleições federais e estaduais.Para piorar, a crise energética agrava a cada dia a imagem do Executivo, e já começaram a surgir as primeiras ações judiciais contra o plano de racionamento, às quais o ministro Pedro Parente reagiu com irritação. As chances de apagões - induzidos ou não - é cada vez maior, dada a fraca base jurídica e das medidas, o que deve surtir um efeito maior na produção e, portanto, na economia.Argentina marca a troca da dívidaDa Argentina surgem mais notícias sobre a troca de títulos da dívida de curto prazo com os credores nacionais e internacionais. A operação começa em Londres no dia 29 e em Nova York no dia 30, com conclusão prevista para o dia 4 de junho. A adesão é voluntária e a grande expectativa é em relação às taxas de juros negociadas. Certamente a operação aliviará as contas públicas nos próximos anos, mas teme-se que o custo financeiro seja sufocante quando o governo retomar os pagamentos. De qualquer modo, essa é apenas uma medida paliativa; mesmo que tenha sucesso, cabe à equipe econômica o desafio de tirar o país da depressão. O mercado espera ainda soluções para a grave crise que a Argentina atravessa.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

22 de maio de 2001 | 07h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.