Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados têm dia de recuperação no Brasil

Os mercados parecem finalmente acreditar que o governo argentino evitará a todo custo uma ruptura drástica do atual modelo econômico. O presidente Fernando de la Rúa tem insistido - com palavras e ações - na manutenção da paridade do peso com o dólar e em honrar os compromissos externos. Pelo menos enquanto houver dólares em caixa para sustentar a conversibilidade, considera-se que têm poucas chances os cenários mais preocupantes: calote da dívida, desvalorização, dolarização e demissão do ministro da Fazenda, Domingo Cavallo.O esperado pacote econômico não deve trazer surpresas, com novos cortes de gastos em cerca de US$ 3 bilhões e promessas de renegociação da dívida com credores internos e externos. O governo perdeu mesmo as eleições legislativas, e em 10 de dezembro, quando os novos congressistas assumirem, a oposição terá maioria no Senado. Além disso, muitos correligionários do presidente prometem trazer muitas dores de cabeça. Assim, os mercados esperam a aprovação de reformas em ritmo acelerado, já que depois as negociações serão mais difíceis.Um pouco mais tranqüilos em relação à Argentina, ao menos no curto prazo, os investidores brasileiros passaram a refletir, ainda que tardiamente, o otimismo que tomou conta das bolsas internacionais na semana passada. Ainda assim, a situação no mundo islâmico está cada vez mais tensa por causa dos bombardeios ao Afeganistão. Também foram registrados conflitos entre as potências nucleares da região, Índia e Paquistão, na região de fronteira da Caxemira. A cautela ainda predomina nos mercados, e, se a guerra começar a surtir efeitos indesejados, as bolsas internacionais podem passar a apresentar quedas.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,7730, com queda de 0,32%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,510% ao ano, frente a 24,000% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 5,05%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 0,94%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,04%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 0,42%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

15 de outubro de 2001 | 18h33

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.