Mercados têm mais um dia otimista e dólar despenca

O otimismo do mercado continuou firme hoje, com forte queda do dólar, que chegou a ser negociado a R$2,2780, fechando o dia em R$ 2,3000. O pequeno volume de negócios faz as cotações oscilarem a cada transação, e os US$ 50 milhões que o Banco Central (BC) vendem diariamente (mas somente até dia 29) têm um peso importante. Mesmo assim, foram divulgados números mais positivos do que se esperava das contas externas brasileiras, e o BC modificou suas projeções para o ano que vem, agora mais otimistas. No mercado de juros, a história é a mesma. Ninguém espera que a Selic - taxa básica de juros da economia - seja reduzida na reunião mensal de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom). A decisão sairá logo mais, mas a previsão unânime dos analistas é de manutenção da taxa nos atuais 19% ao ano. Mas os números vêm indicando queda significativa da inflação, alimentando esperanças de que os primeiros cortes já aconteçam nos primeiros meses de 2002. Nesse sentido, foi bem recebida a notícia de queda no preço da gasolina de 16,8% no início de janeiro. A melhora do cenário econômico brasileiro também é atestada no exterior. Ontem, a agência internacional de classificação de risco Moody´s elevou o rating (nota que avalia a confiança) de 15 bancos brasileiros. Sem dúvida, os investidores, que temem uma ruptura na política econômica, estão mais confiantes com o crescimento da candidatura de Roseane Sarney. A candidata já empata com Lula nas simulações para o segundo turno. Uma preocupação que ainda persiste é com a Argentina. A Standard and Poor´s - outra agência internacional de classificação de risco - prevê colapso financeiro do país em janeiro, e altos funcionários do Fundo Monetário Internacional (FMI) já falam abertamente que o regime de conversibilidade é insustentável. Os saques e a violência urbana se multiplicam nas ruas do país e nas negociações para o orçamento de 2002, alguns membros do governo chegaram a mencionar a possibilidade de saída do ministro da Economia, Domingo Cavallo. A maneira como isso ocorrerá pode ter efeitos importantes sobre os mercados. Fechamento dos mercados O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3000, com queda de 1,08%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,860% ao ano, frente a 20,150% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,80%. Às 18h27, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires operava em alta de 1,77%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - apresentava alta de 0,77%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - estava em queda de 0,85%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

19 Dezembro 2001 | 18h29

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