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Mercados têm melhora hesitante

Os mercados não abandonaram a cautela, mas ao menos o câmbio devolveu uma parte dos excessos observados ontem, quando a moeda americana disparou mais de 3%. Pelo menos até segunda ordem, parece ter sido desfeito o mal-entendido sobre a dívida da prefeitura de São Paulo, diante dos esclarecimentos feitos ainda na manhã de ontem e que confirmaram que o não pagamento da amortização referia-se a uma opção, e não a um rompimento de contrato.Mas o mercado ainda não abandonou de todo a cautela. Nos EUA, as bolsas abriram no vermelho, diante das previsões negativas da Cisco. Investidores também estão ressabiados com a decisão do Fed de cortar o juro em meio ponto porcentual. Como os juros americanos já estavam muito baixos, tal decisão só se justificaria se Greenspan estivesse trabalhando com um quadro mais negativo do que o que vinha sendo considerado. Indicadores divulgados hoje foram conflitantes e não ajudaram a definir um cenário para os EUA. Enquanto o índice de auxílio-desemprego foi positivo, outros dados, como os de produtividade e vendas no atacado ficaram aquém do esperado. E na Europa a situação também não é boa. A bolsa de Frankfurt já chegou a cair mais de 4% diante de preocupações com a economia alemã. No Brasil, o impacto das quedas em Wall Street ainda está sendo pequeno, ainda que tenha ajudado a impedir uma melhora mais consistente.De qualquer forma, o quadro interno é relativamente tranqüilo. Como o dólar ainda está muito alto, e o PT, a despeito de um ou outro deslize, continua sustentando o discurso mais amigável para os mercados, o espaço de baixa existe. No entanto, os eventos de ontem serviram de alerta para os riscos que devem continuar se apresentando na conjuntura doméstica e que podem servir de combustível seja para operações defensivas, seja para manobras especulativas. No caso da dívida paulistana, por exemplo, operadores comentam que, mesmo não havendo calote, a forte alta do dólar reafirmou o quanto a questão da dívida é sensível para os investidores. Vale lembrar que o prêmio de risco brasileiro (diferença entre os juros pagos por títulos equivalentes do governo do Brasil e dos Estados Unidos), ainda na casa de 1.800 pontos, continua em nível considerado de calote. Embora nada impeça que o País melhore sua cotação e evite a moratória, este nível de risco significa que há investidores apostando no pior.Outro alarme que soou ontem foi o da ação que o STJ começou a julgar ontem e que pede mudança na correção de índices que corrigem contratos de casa própria. O julgamento foi adiado por tempo indeterminado, mas quando voltar poderá preocupar o mercado, pois, caso a ação seja vitoriosa, será criado uma conta bilionária para bancos e governo. Mas o foco da atenção, e das cobranças, do mercado continua sobre o PT, que tenta hoje dar a largada para o pacto social. Ontem, o partido conseguiu novamente avançar na pauta do Congresso, mas teve que aumentar o salário de algumas categorias de servidores, algo que sempre defendeu no passado mas que vinha negando ultimamente. Se for um ato isolado, o mercado não tem o que temer, mas certamente será um desafio para o novo governo resistir a cobranças de segmentos da sociedade que historicamente viram suas demandas encampadas pelo PT mas que não cabem no Orçamento.Além de continuar esquadrinhando as ações do PT, o mercado, a partir de amanhã, entra na contagem regressiva para o próximo vencimento de dívida cambial do governo, marcado para o dia 14 (próxima quinta). O vencimento será de US$ 1,9 bilhão e espera-se para a véspera, quarta, a tradicional pressão dos investidores para elevar as cotações e alavancar o ganho dos papéis. O sucesso desta empreitada, porém, não deve estar dissociado do cenário conjuntural. Se o clima mais positivo das últimas semanas for recuperado, por exemplo, as chances de o vencimento ser transposto sem maiores traumas para o dólar aumentam. Se o cautela persistir, no entanto, o impacto do vencimento sobre o dólar poderá ser mais forte.MercadosÀs 15h, o dólar comercial era vendido a R$ 3,6300, em baixa de 0,68% em relação às últimas operações de ontem, oscilando entre R$ 3,6070 e R$ 3,6500. Com esse resultado, o dólar acumula uma alta de 56,74% no ano e queda de 2,81% nos últimos 30 dias. Veja aqui a cotação do dólar dos últimos negócios.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagavam taxas de 22,930% ao ano, frente a 23,050% ao ano ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 28,100% ao ano, frente a 28,200% ao ano negociados ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em queda de 0,13% em 9689 pontos e volume de negócios de R$ 198 milhões. Com esse resultado, a Bolsa acumula uma baixa de 28,56% em 2002 e alta de 9,30% nos últimos 30 dias. Das 50 ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa -, 18 apresentam alta. Mercados internacionais Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - operava em queda de 2,20% (a 8577,8 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - cai 2,90% (a 1377,88 pontos). O euro era negociado a US$ 1,0096; uma alta de 0,40%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, estava em alta de 0,32% (428,59 pontos). Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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