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Mercados têm trégua, mas oscilação persiste

Bolsas sobem na maior parte do planeta; Ibovespa ganha 1,33% e dólar avança 0,2%, para R$ 2,029

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2021 | 00h00

O nervosismo nos mercados financeiros deu uma trégua no início da semana, mas a volatilidade ainda não ficou para trás. Embora tenham encerrado a segunda-feira em alta na maior parte dos países, as bolsas de valores oscilaram bastante ao longo dos pregões. Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones avançou 0,32% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 0,14%. No Brasil, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 1,33%. Na Europa, o Índice FTSE 100 da Bolsa de Londres ganhou 0,24% e o Xetra-Dax da Bolsa de Frankfurt, 0,40%. Na Ásia, que repercutiu apenas ontem a decisão de sexta-feira do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de baixar a taxa de juros dos empréstimos interbancários, as altas foram mais expressivas. O Índice Nikkei da Bolsa de Tóquio valorizou-se 3%. A Bolsa de Hong Kong disparou 5,9%. "Não dá para dizer que a situação melhorou, mas ao menos parou de piorar", definiu Maristela Ansanelli, economista-chefe do Banco Fibra. "Se no exterior as coisas se acomodarem, será positivo para o Brasil, pois os investidores vão olhar mais para os fundamentos do País."No mercado de câmbio, o dólar subiu levemente ante o real - 0,20%, para R$ 2,029. Os juros futuros também avançaram, por conta da expectativa de que o Banco Central (BC) encerre mais cedo o ciclo de cortes da taxa básica (Selic). O contrato de DI para janeiro do ano que vem fechou em 11,31% ao ano, ante 11,28% na sexta-feira. O risco Brasil teve alta de 3,85%, para 216 pontos. Segundo analistas, o refresco de ontem deveu-se à ausência de más notícias. Para muitos deles, aliás, os próximos passos vão depender justamente de novas informações sobre os desdobramentos da crise das hipotecas americanas no sistema financeiro global. Por isso, acreditam que as oscilações vão continuar por um bom tempo. "Essas crises levam meses para serem dissipadas", afirmou Paulo da Veiga, diretor de Análise da Mercatto Gestão de Recursos. O lado positivo, afirmou, é que a crise atual encontra os emergentes em boa forma. "Em outras ocasiões, as conseqüências foram ruins para países que estavam colocando a casa em ordem." A crise da Rússia em 1998, por exemplo, foi amplificada pela quebra do fundo hedge Long Term Capital Management. Maristela também prevê que a volta à normalidade será lenta. "Não é uma crise rápida", disse. Em compensação, ela avalia que está restrita ao mercado financeiro. "Pode até contaminar a economia real, mas não está claro." Por isso, Maristela acha que o Fed cortará a taxa básica de juros americana ainda neste ano, mas não necessariamente na próxima reunião, que será realizada no dia 18 de setembro. Veiga discorda e vê um corte de 0,25 ponto porcentual já em setembro, o que levaria a taxa para 5% ao ano.

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