Mercados: tensão aumenta e dólar vai a R$ 2,31

Os mercados continuam monitorando a evolução dos acontecimentos na Argentina e no Senado e a tensão segue em alta. Hoje o dólar chegou a ser cotado a R$ 2,31, mas depois acabou recuando, fechando a R$ 2,2890, com alta de 1,02% em relação a ontem. Os juros também dispararam: os contratos de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,500% ao ano, frente a 22,750% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), porém, fechou em alta de 0,67%, em parte contaminada pela recuperação dos mercados norte-americanos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,63%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 2,14%. Os investidores, os bancos internacionais e o Fundo Monetário Internacional (FMI) cobram cada vez mais veementemente o anúncio de medidas efetivas do governo argentino para solucionar a atual crise, que só tem se agravado. Nem os argentinos têm muito tempo nem os mercados têm paciência para esperar mais por um pacote viável. A indefinição dos planos do governo gera muita ansiedade e a boataria cresce. Fala-se que funcionários do segundo e terceiro escalões estejam negociando uma reestruturação da dívida do país e o chefe de gabinete da Presidência, Christian Colombo, anunciou um corte nas despesas de US$ 700 milhões. Ainda não se cogita a desvalorização cambial e o ministro da Economia, Domingo Cavallo, nega até uma renegociação da dívida. Enquanto isso, a recusa do presidente do Banco Central em deixar o posto para ser substituído por Roque Maccarone agravou as incertezas.Congresso contribui para incertezasAlém disso, o PT anunciou que faltam apenas três assinaturas na Câmara dos Deputados para a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar denúncias de corrupção no governo federal. A maior apreensão concentra-se no depoimento do ex-presidente do Senado, Senador Antônio Carlos Magalhães, sobre as acusações de que seria o mandante da operação de violação do painel de votação secreta na sessão que cassou o ex-Senador Luis Estêvão. A defesa de ACM, amanhã às 14h30, se convincente, pode marcar o início do fim da crise, tanto como pode agravar a situação. Os investidores estarão ouvindo atentamente as suas palavras.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

25 de abril de 2001 | 17h42

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