Mercados tensos com possível alta da Selic

No último dia útil da semana, as atenções voltaram-se para a próxima reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira, que definirá o valor da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia. Na reunião do mês passado, os mercados foram pegos de surpresa pelo aumento de 15,25% para 15,75% ao ano. Como o cenário continua instável, já que nem a Argentina nem os Estados Unidos dão sinais de recuperação econômica, a tensão continua. O reflexo das incertezas no exterior aparece na saída de recursos de investidores estrangeiros e nas cotações do dólar, que consolidam-se acima de R$ 2,10. O resultado é que produtos importados e produtos nacionais exportáveis - que são cotados em dólar - pressionam os índices de preços. Os investidores já foram surpreendidos recentemente com uma elevação da Selic e, dado que todas as condições teóricas para um aumento nos juros estão presentes, as apostas têm sido numa taxa mais alta. Só ainda não há um consenso sobre quanto se espera que a taxa suba.Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,900% ao ano, frente a 19,318% ao ano ontem. O dólar comercial para venda fechou estável em R$ 2,1550. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,02%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,13%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 3,29%. Veja no link abaixo a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado. E ainda hoje, leia o resumo dos negócios na semana e as perspectivas para a semana que entra.

Agencia Estado,

12 de abril de 2001 | 17h48

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