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Mercados tentam recuperação em meio a leilão

Os mercados vêm apresentando recuperação gradual, mas as cotações têm resistido a patamares mais otimistas. O dólar, por exemplo, não tem chegado a se manter abaixo de R$ 3,50 por muito tempo. Ainda assim, os sinais emitidos pelo governo eleito são positivos e os leilões cambiais têm tido cada vez mais sucesso. Mas a retomada é lenta e a ameaça renovada de guerra no Iraque pode trazer mais pressão aos negócios.O principal foco dos investidores são os leilões de rolagem de contratos cambiais com vencimento de US$ 1,9 bilhões na quinta-feira. Já foram renegociados 48,95% dos vencimentos, todos para 2003, e hoje será realizado mais um leilão. A resposta dos mercados é direta, quanto mais fácil a rolagem, a condições mais favoráveis para o governo, maior é a queda do dólar. A semana tem registrado volumes baixos de negócios em função do meio feriado de ontem nos Estados Unidos e do feriado brasileiro da sexta-feira, o que faz com que as cotações oscilem muito.Mas, embora o governo eleito ainda não tenha tido muitas oportunidades de demonstrar governabilidade e implementar seus compromissos, o mercado gosta dos sinais preliminares. A defesa sistemática da responsabilidade administrativa e do cumprimento dos contratos está tranqüilizando os investidores, que observam nomeações; as posições defendidas pela cúpula petista em relação às negociações de revisão periódica do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI); e as votações no Congresso Nacional para desobstrução da pauta e em matérias de interesse econômico.Ainda assim, a preocupação com a inflação é grande. Foi divulgada a primeira prévia mensal do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que chegou a 2,31%. No acumulado do ano, espera-se um número próximo dos 20%. Como o IGP-M corrige muitas tarifas e contratos, o seu efeito é importante. E, com a atual pressão sobre os preços, a possibilidade de queda dos juros é muito pequena, o que gera menor crescimento econômico e limita a recuperação das cotações no mercado.Embora o mercado esteja muito centrado na transição de governo, o cenário internacional volta a preocupar. O governo iraquiano rechaçou a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovada na semana passada, que dá um ultimato ao país e prevê intervenção militar em caso de descumprimento. Com isso, a possibilidade de guerra entre os EUA e o Iraque vem aumentando e pode pressionar as cotações, especialmente do petróleo, com efeitos sobre o Brasil.MercadosO dólar comercial foi vendido a R$ 3,5150 nos últimos negócios do dia, em baixa de 0,99% em relação às últimas operações de sexta-feira. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 22,900% ao ano, frente a 22,680% ao ano sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,25% em 9885 pontos. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 2,09% (a 8359,0 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - caiu 2,95% (a 1319,19 pontos). O euro era negociado a US$ 1,0860; uma queda de 0,20%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 0,30% (439,64 pontos). O dólar comercial para venda fechou em $ 3,45 pesos.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 08h10

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