finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados testam limite do dólar

O principais focos de instabilidade que estavam assustando os investidores parecem estar mais estáveis, mas as cotações continuam nos mesmos patamares, especialmente do dólar, que vem sendo negociado entre R$ 2,30 e R$ 2,40 nas últimas semanas. Agora, os mercados procuram o rumo, mas ainda não é certo se virá uma onda mais otimista ou se a cautela perdurará. Alguns analistas argumentam que as cotações negociadas não refletem as bases reais da economia, estando baseadas em movimentos especulativos. Especialmente o dólar estaria excessivamente caro, puxado por compras de investidores preocupados em garantir seus recursos num cenário muito incerto. Mas se houver uma reversão na percepção de risco devido a uma estabilização do cenário, as cotações podem cair.Como o conjunto de fatores parece estar passando por uma mudança, os investidores estão atentos. E se o que sustenta o pessimismo no mercado é especulação, a recuperação pode ser rápida. Mas há muitos que não estão convencidos disso. As crises que afetam os negócios são de longo prazo, e se as incertezas predominarem, os atuais níveis das cotações serão mantidos até que fatos concretos e mais duradouros surjam, o que pode demorar.A principal preocupação dos mercados continua sendo a crise energética, mas ainda é cedo para avaliar as apostas feitas com base nas informações disponíveis. É certo que o crescimento econômico, o investimento direto estrangeiro e a inflação ficarão comprometidos. Daí, o pessimismo na Bolsa de Valores, no câmbio e no mercado de juros. Mas o tamanho da crise e seus efeitos na economia são uma incógnita. Fala-se que as previsões iniciais podem ter sido exageradas, mas aparentemente, ninguém está apostando nisso ainda.Cenário externo continua sem grandes novidadesAs dificuldades econômicas da Argentina persistem, mas a troca de títulos com vencimento nos próximos anos por papéis com vencimento a partir de 2008 afastaram a possibilidade de um colapso econômico iminente. Os mercados ainda aguardarão por algum tempo para avaliar se ocorre uma retomada do crescimento, condição necessária para que o governo possa honrar seus compromissos internacionais no futuro, especialmente depois da operação de troca, que foi feita a juros bastante elevados. Havendo uma melhora gradual no cenário, a tensão pode ceder.Se a crise política está praticamente encerrada, o mundo inteiro ainda espera notícias de recuperação da economia norte-americana. Mas os dados são incoerentes e não há sinal de que a persistente desaceleração econômica esteja passando por uma reversão. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.