Mercados: tranqüilidade e otimismo

A segunda-feira foi tranqüila nos mercados financeiros no Brasil. A tendência continua sendo de recuperação das cotações em função da expectativa de melhora do cenário econômico internacional. A boa notícia do dia é que a novela da sucessão eleitoral norte-americana parece estar chegando ao fim, com chances crescentes de vitória do candidato republicano, George W. Bush, o favorito do mercado.Na Argentina, o Congresso argentino prepara-se para votar até amanhã o orçamento de 2001, satisfazendo as exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a concessão do pacote de ajuda financeira multilateral, estimado entre US$ 20 e 30 bilhões. Fontes da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) declararam hoje à imprensa que a produção no primeiro trimestre de 2001, se mantida nos atuais patamares, superará a demanda. Com isso, espera-se um corte para manter os preços. A organização reforçou o uso do mecanismo de bandas, através do qual, a produção é reduzida em 500 mil barris diários a cada vez que os preços se mantiverem abaixo de US$ 22 por dez dias consecutivos. De qualquer forma, mesmo com a alta que o produto vem apresentando, os preços mantêm-se abaixo dos US$ 30, abaixo dos patamares observados até novembro.A maior estabilidade do mercado externo incentiva as expectativas de queda dos juros nos Estados Unidos e, mais rapidamente ainda, no Brasil. Nos dias 19 e 20, reúnem-se as autoridades responsáveis pela política monetária nos dois países, respectivamente, para discutir as taxas de juros. As expectativas têm sido cada vez mais otimistas.Os fechamentos dos mercadosA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,37%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,520% ao ano, frente a 17,480% ao ano ontem. O dólar fechou em R$ 1,9670, com queda de 0,05%%.

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