Mercados um pouco mais calmos em dia agitado

O dia foi bastante agitado, mas o saldo foi de um pouco mais de tranqüilidade, mesmo que ninguém aposte que seja duradoura. O Banco Central, que já havia entrado fortemente no mercado ontem leiloando títulos cambiais, voltou a agir hoje, segurando o dólar. Através da emissão de títulos, o Banco Central assume o risco de variação cambial, suprindo a demanda do mercado por proteção aos seus investimentos. Além disso, a substituição do ministro Murphy, que passou apenas uma semana no cargo, tranqüilizou os investidores. A percepção é que o novo ocupante do Ministério da Economia, Domingo Cavallo, proporciona maior credibilidade e, talvez, soluções menos traumáticas para as dificuldades na Argentina. Mas, certamente, o mercado não subestima a situação do país e ficará atento a cada movimento do governo.Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,600% ao ano, frente a 18,120% ao ano ontem. O dólar fechou em R$ 2,0850, com queda de 1,33%. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,46%. Por fim, o Fed - Banco Central norte-americano - reduziu os juros básicos em 0,5 ponto porcentual, para 5% ao ano. Também indicou que a tendência de queda nos juros prossegue. Mas muitos no mercado esperavam uma queda maior, de 0,75 ponto porcentual. Em função disso, as bolsas em Nova York viraram e despencaram. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 2,39%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 4,80%.

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