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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados vêem melhora do cenário

A avalanche de notícias negativas foi interrompida e está dando lugar a um cenário inverso. Desde ontem, as novidades referentes a Brasil são positivas e animam o mercado - pesquisa eleitoral favorável a Serra, recomendações de bancos estrangeiros para papéis brasileiros e recompra de títulos da dívida externa. E, para a manhã de hoje, tem mais: o resultado da pesquisa Vox Populi mostrando Lula caindo de 40% para 38%, Serra subindo de 20% para 21%, Ciro avançando de 9% para 16% e Garotinho recuando de 13% para 11%. Mas o impacto deste levantamento pode não ser grande já que ele apenas confirma a melhora mostrada pela CNT/Sensus anunciada ontem. Por isso, alguns especialistas avaliam que pode haver espaço para uma pequena pressão sobre o câmbio durante a manhã de hoje, já que a queda de ontem foi forte, de 2,11%. Mas isso não é consenso e muitos acreditam que o espaço para queda do dólar continua. O fato é que todos concordam que há um sentimento de melhora. "O mercado pode ajustar um pouco o preço do dólar de ontem pois a queda foi muito forte e, historicamente, depois de um dia com oscilação grande, o mercado corrige. Mas o cenário ainda é de melhora. A pesquisa de hoje consolida os números de ontem e o mercado está considerando que realmente o Banco Central está atento", disse um especialista. Para outro profissional do mercado, as últimas novidades estão dando um respiro aos investidores, mas não acabam com as tensões. "O mercado está sensível e dividido e a tendência é os mercados operarem o dia-a-dia, de acordo com as notícias", afirma. Às 10h17, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,7950, com alta de 0,54% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 25,550% ao ano, frente a 25,600% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,45%.

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 10h27

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