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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados vivem mais uma semana de oscilações

Mais uma semana de oscilações termina nos mercados. O encaminhamento da sucessão presidencial, com destaque para a divulgação do resultado de duas pesquisas eleitorais, foi o principal foco de atenção para os investidores. A instabilidade nos negócios, segundo analistas, é um sinal claro da preocupação dos investidores com a política econômica a ser adotada pelo próximo governo.Segundo o diretor o diretor do West LB Banco Europeu, André Reis, este comportamento mais nervoso nos mercados não esta relacionado às ideologias partidárias, mas sim à permanência de pilares essenciais para o equilíbrio econômico do País. De acordo com Reis, são estes os pilares: responsabilidade fiscal, política de câmbio flutuante e inflação sob controle.Em relação ao cenário político, um fator tem contribuído para as incertezas nos mercados. Trata-se do atraso na votação da emenda que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O governo já anunciou medidas para compensar a queda na arrecadação, já que a partir do 18 de junho a CPMF deixará de ser cobrada. Vale lembrar que, a cada semana sem CPMF, a Receita Federal perderá R$ 400 milhões e, mesmo que a emenda seja aprovada, o governo terá que respeitar o prazo de 90 dias a partir da decisão para que a emenda seja válida. É a chamada noventena. Segundo apuração do jornalista James Allen, o PSDB prepara um estudo sobre a possibilidade de não cumprimento da noventena. Isso porque trata-se apenas da continuidade de uma cobrança que já existe. Este estudo deve ser concluído na próxima semana, segundo afirmou o líder do governo no Senado, Arthur da Távola (PSDB-RJ). Diante de tantas incertezas, o investidor deve redobrar a cautela e evitar tomar qualquer tipo de atitude de forma impensada. Veja mais informações sobre o assunto nos links abaixo.

Agencia Estado,

17 de maio de 2002 | 08h02

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