Mercados vivem situação incerta

Depois de quatro dias fechadas, o mercado acionário for reaberto em Nova York, registrando fortes quedas. A Bolsa de Valores de Nova York teve movimento recorde ontem, com quedas pronunciadas em ações de empresas dos setores de aviação, turismo e seguros. Porém, as previsões dos investidores no mundo inteiro eram de um resultado muito mais negativo. Com isso, bolsas no mundo inteiro, inclusive no Brasil, experimentaram leve recuperação frente ao pessimismo que se seguiu aos ataques terroristas nos Estados Unidos.Mas muitos concordam que esse resultado deveu-se, ao menos em parte, à mediação realizada por governos de vários países para acalmar os investidores. Em reuniões extraordinárias, os bancos centrais dos Estados Unidos e União Européia anunciaram cortes nos juros básicos de 0,5 ponto porcentual. Também foram modificados regulamentos para limitar a especulação nas bolsas norte-americanas e para permitir que empresas recomprem ações, evitando quedas. E como se teme que uma intervenção militar norte-americana pressione os preços do petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou que suprirá os mercados é trabalhará para evitar altas nos preços internacionais do produto. Ainda se espera mais. O Congresso norte-americano discute compensação financeira para as empresas aéreas, que não operaram por quase uma semana e também pensa em promover cortes de impostos para estimular a economia. Mas os analistas são unânimes em afirmar que uma recessão agora é inevitável, com fortes impactos na economia mundial. A dúvida é sobre sua intensidade e duração.Brasil e ArgentinaO Brasil já está sofrendo as conseqüências desse cenário. Para financiar as suas contas externas, o País necessita de investimentos estrangeiros, que já começam a faltar. Investidores no mundo inteiro começam a transferir seus recursos para aplicações mais seguras, e papéis de mercados emergentes raramente se incluem nessa categoria. O resultado é queda na Bolsa e alta do dólar e dos juros.Mesmo empresas brasileiras, preocupadas com as incertezas atuais, voltaram a comprar dólares e títulos cambiais para evitar os riscos da oscilação do real em relação a outras moedas, forçando o Banco Central a realizar várias intervenções nos mercados na semana passada. Mas o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, já declarou que não há espaço para redução dos juros.Para a Argentina, que já enfrentava sérias dificuldades, a recessão mundial vem em péssima hora. O país provavelmente terá de realizar ajustes ainda mais profundos e ainda enfrenta a forte desvalorização do real. Como o Brasil é seu principal parceiro comercial, a recente evolução das taxas de câmbio brasileiras é um empecilho adicional à retomada econômica.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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