NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Mercedes comunica demissões por carta em São Bernardo do Campo

Montadora afirma ter 2 mil trabalhadores excedentes na fábrica da região do ABC, o equivalente a 20% de seu quadro de funcionários

Cleide Silva, O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 18h39

Funcionários da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) começaram a receber nesta sexta-feira, 21, telegramas informado da demissão. A empresa não divulga números de corte, mas afirma ter 2 mil trabalhadores excedentes na fábrica que produz caminhões, ônibus e componentes, o equivalente a 20% de seu quadro total, de 10 mil pessoas.

Na segunda-feira, quando 7 mil funcionários que estão em licença remunerada retornam à fábrica, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realizará assembleia na parte da manhã e pode decretar greve ou outro tipo de protesto. A entidade também não sabe informar ainda quantas pessoas receberam os telegramas.

No comunicado enviado, a empresa informa que o período de licença remunerada, iniciado no dia 7 e que deveria terminar na segunda-feira para todo o pessoal da produção, será prorrogado para o grupo de demitidos, e que a efetivação da dispensa ocorrerá no dia 1º de setembro.

No início da semana, empresa e sindicato tentaram um acordo para evitar as demissões, mas não houve consenso entre as partes. O sindicato aceitava discutir a adoção do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que prevê redução de jornada e salários em até 30% (sendo que metade do corte nos salários é bancado pelo FAT).

A empresa, que opera com 60% de sua capacidade, insistiu na necessidade de adotar o PPE em conjunto com medidas de redução do reajuste salarial em 2016 e suspensão de promoções salariais.

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