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Mercedes decide local de fábrica ainda este ano

A Mercedes-Bens do Brasil deve anunciar nos próximos meses o local onde fará uma fábrica de automóveis no País. Negociações com os governos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina estão avançadas, mas há outros Estados na disputa, segundo informou ontem o presidente da montadora, Philipp Schiemer.

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2013 | 02h02

Ele disse que as propostas dos Estados vão compor o projeto de custos a ser apresentado à matriz alemã, incluindo incentivos e logística local. Com base nessa planilha, a direção mundial deverá dar o aval para a fábrica. Schiemer afirmou estar "convencido de que é viável" ter essa planta no Brasil. Citou ainda que os modelos mais cotados para uma possível produção local são o Classe C, sedã mais vendido da marca, e um utilitário-esportivo de pequeno porte que será lançado em breve na Europa. "Na minha opinião, é um produto que será sucesso no Brasil".

O executivo descartou uma aliança com a Renault/Nissan ao menos na primeira fase do projeto. "Conceitualmente não faz sentido pois não temos nenhuma sinergia".

Ele citou que os Estados de São Paulo, onde o grupo tem sua maior fábrica de caminhões em São Bernardo do Campo, e Minas Gerais, onde tem uma filial em Juiz de Fora - que no passado já produziu o automóvel Classe A -, são candidatos naturais, mas avalia outras localidades, como Santa Catarina, onde a concorrente BMW está construindo sua primeira fábrica no País. Também avaliam a possibilidade de ter fábricas locais a Audi e a Land Rover.

Schiemer participou ontem, ao lado do presidente mundial da Mercedes-Benz Caminhões, Stefan Buchner, de solenidade em comemoração ao marco de 2 milhões de veículos comerciais leves produzidos pela marca no Brasil. O número representa 40% de tudo o que foi produzido em caminhões e ônibus no Brasil.

Buchner afirmou que o Brasil é o mercado mais importante para a matriz do grupo e que pretende "fortalecer a posição da marca". A Mercedes foi por muitos anos líder em vendas de caminhões, mas perdeu o posto para a Volkswagen. Em ônibus, segue na liderança. "O mercado brasileiro deve continuar crescendo, não só no segmento de automóveis, mas também em caminhões", disse.

Schiemer defendeu uma parceria entre empresas, governo e sociedade para um programa de renovação da frota, que, em sua visão, pode ter mais resultados em termos de meio ambiente e segurança do que a adoção simples de novas tecnologias nos veículos.

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