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Mercedes suspende processo de demissão e oferece R$ 100 mil para quem aderir a PDV

Valor será pago independentemente do tempo de casa e da idade do colaborador; meta é de 1,4 mil adesões

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2016 | 14h34

SÃO PAULO - A Mercedes-Benz suspendeu o processo de demissão que vinha promovendo na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que poderia atingir até 2 mil trabalhadores.

Em proposta acertada com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em reunião na noite de ontem, e aprovada nesta manhã em assembleia dos trabalhadores, ficou acertado que a montadora abrirá um Programa de Demissão Voluntária (PDV), com meta de obter 1,4 mil adesões. 

A empresa informa que, para atrair adesões, vai pagar valor fixo de R$ 100 mil, independentemente do tempo de casa e da idade do colaborador aos inscritos no PDV. 

Atingida a meta, segundo o sindicato, a fábrica compromete-se a gerenciar o restante do excedente utilizando mecanismos como lay-off. A empresa também se comprometeu a dar estabilidade aos funcionários até dezembro de 2017. 

A fábrica do ABC emprega cerca de 9 mil trabalhadores e estava com a produção suspensa desde o dia 15, quando a Mercedes deu licença remunerada à maioria dos funcionários e iniciou demissões por telegramas.

Desde então, os trabalhadores vinham realizando manifestações e o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que avaliaria a possibilidade de amplia a participação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) no Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

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