Mercosul aprova plano piloto para erradicar febre aftosa

Juntos, os países membros possuem cerca de 280 milhões de cabeças de gado

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h27

O Mercosul concordou na quinta-feira, 28, em implementar um plano conjunto para a erradicação da febre aftosa em seus países, que juntos possuem um total aproximado de 280 milhões de cabeças de gado bovino. O bloco, formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e recentemente Venezuela, responde por cerca de 25% da carne produzida no mundo. Em uma reunião de ministros realizada em Assunção, os países concordaram em destinar parte de um fundo comunitário a um projeto piloto regional para erradicar a doença. "Concordou-se em pegar parte dos fundos estruturais do Mercosul e investi-los para que sejam utilizados no combate à febre aftosa", disse o ministro da Agricultura paraguaio, Alfredo Molinas. "Ainda não se definiu o montante, mas é uma cifra adequada que vai ser aplicada em um período de dois a três anos, acompanhando a avaliação constante que vem complementar as ações que cada país está fazendo", acrescentou Molinas. A febre aftosa é uma doença muito contagiosa que não é transmitida a seres humanos, mas causa feridas, mucosidade e aftas nas vias respiratórias dos animais e provoca o fechamento dos mercados para o comércio de carne. Brasil e Argentina, os maiores sócios do Mercosul, sofreram restrições nas exportações de carne há dois anos, quando o aparecimento de um novo foco da doença levou mais de 20 mercados a fecharem o ingresso a seus produtos. Argentina, o terceiro exportador mundial de carne, recuperou seu status de país livre da aftosa em março, cerca de um ano depois ter sido registrado um foco na província de Corrientes. O Brasil ainda tem restrições a alguns de seus Estados.

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