Mercosul, Chile e Bolívia combaterão juntos a aftosa

Os ministros e secretários de Agricultura dos países sócios do Mercosul Ampliado (Argentina, Uruguai, Brasil, Paraguai, mais Bolívia e Chile) decidiram quase ao final do dia de ontem, e início da madrugada desta sexta-feira, em reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), em Buenos Aires, tomar medidas concretas e adotar uma posição conjunta para controlar a febre aftosa na região. O objetivo "é manter e defender o status de região livre de febre aftosa com vacinação". Para tanto, o CAS decidiu convocar os três principais organismos regionais do setor, o Comitê Veterinário Permanente (CVP), Panaftosa e Giefa, para uma reunião a ser realizada ainda neste mês, com o objetivo de apresentar um plano inicial de controle da doença e começar a executar o programa do Mercosul livre de aftosa.Os ministros também decidiram dispor de recursos financeiros necessários para que sejam concretizados os planos de controle e monitoramento regionais. Dentre as medidas a serem executadas, o destaque é para a possibilidade de realizar uma avaliação dos distintos tipos de vacinas antiaftosa que se aplicam em cada país. O ministro Roberto Rodríguez, destacou que o Brasil tem planos e projetos de luta contra a aftosa, como o programa Mercosul Livre de Aftosa, "de absoluta credibilidade". "Somente temos de definir as ações para colocá-lo em andamento, já que a decisão política de avançar contra o flagelo da aftosa, já a tomamos".Rodrigues também elogiou a "eficiência e rapidez" que o governo argentino teve ao tomar conhecimento do segundo foco de aftosa na província de Corrientes, divulgado na última quarta-feira.Indagado sobre as dificuldades que países exportadores como o Brasil e a Argentina têm para controlar de vez a aftosa, Rodrigues afirmou que "faltam recursos financeiros e humanos adequados", além de outro problema "de ordem comercial: o contrabando entre os países da região".Sobre o embargo da carne brasileira por parte de seu maior comprador, a Rússia, o ministro disse que a decisão do governo russo é de enviar uma missão técnica ao Brasil em breve. "Minha expectativa é de que essa missão limite o embargo aos Estados afetados - Mato Grosso do Sul e Paraná - e levante a medida contra os demais Estados exportadores", afirmou Rodrigues.A Rússia absorve 25% da carne bovina brasileira exportada e 70% da carne suína. Recentemente, o governo daquele país afirmou que levantaria o embargo somente em meados de julho.

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