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Mercosul continua importante para Argentina, mas perde peso

O Mercosul continua sendo o mais importante destino das exportações argentinas. No entanto, o bloco do Cone Sul tem cada vez menos importância relativa para o país. Enquanto o peso relativo das compras "mercosulenses" diminuiu, a Argentina exporta cada vez mais para o mercado asiático. Segundo um relatório do Instituto Ieral, vinculado à Fundação Mediterrânea, no primeiro semestre do ano 2000, o Mercosul absorvia 30% das exportações argentinas, proporção que na época disparou críticas de setores que consideravam que a Argentina estava demasiado "Mercosul-dependente", ou, mais especificamente, "Brasil-dependente". Os analistas portenhos de comércio exterior falam atualmente sobre a "asiatização" das exportações argentinas. Os asiáticos compram preponderantemente produtos primários e manufaturas de origem agropecuário, enquanto que os países latino-americanos adquirem manufaturas argentinas de origem industrial (60% das exportações são destinadas aos países da região).Participação chinesa Entre 2000 e 2006, a participação chinesa no total das vendas argentinas para o exterior, subiu de 5% para 8%. Além disso, as exportações argentinas para a Índia cresceram de 2% para 3% do total. Segundo o Ieral, a participação da União Européia e dos países do Nafta mantiveram-se sem mudanças, respectivamente, em 18% e 14% do total exportado pela Argentina para o mundo.Já entre junho de 2005 e o mesmo mês deste ano, as vendas argentinas para o Mercosul foram de US$ 8,48 bilhões. As exportações para a União Européia chegaram a US$ 7,31 bilhões e para os países do Nafta alcançaram US4 6,26 bilhões. O Chile, tradicional destino das exportações argentinas na região, absorveu US4 4,66 bilhões em produtos. ÁsiaAs exportações argentinas para a China foram de US4 3,13 bilhões, Índia comprou US$ 986 milhões, a Coréia do Sul US$ 436 milhões, e o Japão, US$ 386 milhões. Os países da Asean (Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos Mianmar, Cingapura, Tailândia e Vietnã) compraram US$ 1,59 bilhão.Entre o primeiro semestre de 2000 e o mesmo período deste ano, a Índia aumentou as compras de produtos argentinos em 185,8%. A Coréia do Sul registrou um aumento de 178,7%. Os países da Asean aumentaram suas compras de produtos argentinos em 171,8%; enquanto que as compras chinesas cresceram 151,3%.AutopeçasNo primeiro semestre deste ano, as exportações argentinas de autopeças foram de US$ 1,07 bilhão, o equivalente a um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O anúncio foi realizado pela consultoria Investigaciones Económicas Sectoriales (IES), que também indicou que as importações alcançaram US$ 2,574 bilhões, ou, 25,7% superiores em relação ao mesmo período do ano passado.A balança comercial do setor exibiu um saldo negativo de US$ 1,502 bilhão. Isso indica que o déficit comercial teve um aumento de 43,9%. O Brasil é o principal destino das exportações de autopeças argentinas, absorvendo 44,4% do total vendido ao exterior pelas empresas.

Agencia Estado,

14 de agosto de 2006 | 15h55

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