Mercosul discute diferenças e entrada da Venezuela

Ministros se encontram nesta sexta para discutir assimetrias do bloco, recorrente motivo de conflito

Conrado Hornos, da Reuters,

25 de outubro de 2007 | 17h21

Chanceleres e ministros de Economia do Mercosul se reúnem nesta sexta-feira, 26, em Montevidéu para discutir medidas que superem as assimetrias entre os integrantes do bloco e a possível entrada da Venezuela.  O desenvolvimento desigual entre os maiores sócios - Argentina e Brasil - e os pequenos - Paraguai e Uruguai - da união aduaneira é um problema recorrente que causa conflitos entre os membros.  Enquanto paraguaios e uruguaios pedem flexibilização para fechar acordos bilaterais com países de fora do bloco, os grandes lembram que as normas do grupo impedem esse tipo de relação.  "O Uruguai tem muito interesse em que se corrijam as assimetrias, a começar pelo fim das tarifas que prejudicam o comércio regional", disse a jornalistas o chanceler do país, Reinaldo Gargano.  O ministro explicou que o governo uruguaio discutirá na reunião extraordinária "o avanço na definição do código aduaneiro, a eliminação da cobrança dobrada da tarifa externa e medidas que favoreçam o comércio."  Também participará do encontro de ministros o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, cujo país espera aprovação dos Congressos do Paraguai e do Brasil para fazer parte do bloco.  Após um longo processo, uma comissão da Câmara dos Deputados brasileira votou a favor da entrada da Venezuela no Mercosul, mas ainda faltam outras instâncias na mesma Casa, além da votação no Senado.  "É um trâmite lento, mas que segue por um caminho positivo", afirmou Gargano.  A reunião extraordinária do conselho do Mercado Comum é uma prévia do encontro entre presidentes dos países do grupo, que será realizada em 17 de dezembro na capital uruguaia.

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