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Mercosul e Asean querem papel mais ativo no combate à crise

Países em desenvolvimento devem influir na mudança do Fundo do Monetário Internacional, diz Amorim

Denise Chrispim Marin, da Agência Estado; Doha,

24 de novembro de 2008 | 16h32

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou, nesta segunda-feira, 24, que a primeira reunião de chanceleres do Mercosul e da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) dará uma "poderosa mensagem da intenção comum" aos dois blocos sobre a necessidade de terem um papel mais ativo nas discussões da crise financeira e de outros temas globais.  Amorim lembrou que as duas regiões já mantinham estreito diálogo nas Nações Unidas e na Organização Mundial do Comércio (OMC) e acrescentou que a criação de um Foro Mercosul-Asean deverá aprofundar essa interlocução. Entretanto, não se mostrou otimista com a possibilidade de extrair da Asean uma declaração mais expressiva em relação à conclusão dos acordos agrícola e industrial da Rodada Doha da OMC até o final de dezembro. "O problema também está entre nós (do Mercosul). Vamos ter de passar um arrastão para fechar esses acordos", afirmou Amorim. Em discurso no almoço de abertura do encontro, no Itamaraty, Amorim argumentou que os países em desenvolvimento respondem pela metade da economia global e que, por essa razão, devem influir na reforma dos mecanismos de governança global, em especial do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Conforme defendeu, a Cooperação Sul-Sul não é apenas retórica. No caso brasileiro, a participação das exportações para o mundo em desenvolvimento aumentou de 42% para 54% entre 2002 e 2007. Ao discursar no almoço, o ministro das Relações Exteriores da Tailândia e presidente temporário da Asean, Sompong Amornvivat, afirmou que a globalização pode beneficiar significativamente os países, mas igualmente pode gerar "transtornos e tumultos", como a atual crise financeira. "Para superá-la, é imperativo o aumento da cooperação internacional", defendeu. Amornvivat acrescentou que os dois blocos devem, além de trocar experiências sobre a integração, estimular o empresariado a buscar negócios, elevar o intercâmbio marítimo e adotar um sistema logístico birregional. O encontro Mercosul-Asean está ocorrendo na tarde desta segunda=feira no Itamaraty. Embora seja a primeira reunião em nível ministerial dos dois blocos, apenas oito dos 15 países enviaram ministros. No Mercosul, somente o Brasil e o Paraguai foram representados por ministros.

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