Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mercosul e UE não fecham acordo porque europeus não querem, diz Maggi

Comentários do ministro do Agricultura foram feitos depois de Angela Merkel dizer que será mais difícil fechar um acordo de comércio com o Mercosul sob o comando de Jair Bolsonaro

REUTERS

12 Dezembro 2018 | 15h21

BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira, 12, que o Mercosul está pronto para fechar um acordo comercial com a União Europeia, que só não foi acertado ainda porque os europeus não querem concordar.

"O Mercosul e a União Europeia só não têm um acordo, não é porque o Mercosul não quis, é porque a União Europeia não quis", disse o ministro.

Os comentários do ministro foram feitos depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter dito nesta quarta-feira que será mais difícil fechar um acordo de comércio com o Mercosul sob o comando do presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro.

Em pronunciamento a parlamentares em Berlim, a chanceler alemã disse que o novo governo brasileiro do presidente eleito Jair Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado. Ela afirmou que o tempo está se esgotando para um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Em resposta, o ministro Maggi rebateu o posicionamento de Merkel. "O Brasil flexibilizou o que podia flexibilizar... Flexibilizamos até em detrimento do uns setores aqui internamente", disse a jornalistas.

Bolsonaro já disse ser mais favorável a negociações bilaterais do que a engajamento em grupos multilaterais, como no caso do Mercosul.

Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados.

"Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer", afirmou Guardia a jornalistas.

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