Mercosul está melhor para enfrentar crise, avaliam ministros

Em documento distribuído após reunião, autoridades concordam em monitorar impactos da crise na região

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

27 de outubro de 2008 | 19h12

Os ministros das Relações Exteriores e de economia e presidentes de bancos centrais do Mercosul e de países parceiros avaliaram nesta segunda-feira, 27, que os países da região se encontram em melhores condições que no passado para enfrentar os desafios impostos pela crise financeira mundial e seus efeitos na economia real.  Veja também:Lições de 29A crise de 29 na memória de José MindlinVeja o que muda com a Medida Provisória 443Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise  Segundo documento distribuído pelo Itamaraty com os resultados da VII Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum, os países concordaram em monitorar os possíveis impactos da crise nos mercados financeiros locais e nos níveis de produção e emprego. Eles também salientaram a necessidade de uma reforma profunda da arquitetura financeira internacional e também a importância de estabelecer instrumentos que permitam respostas concretas à crise. Também destacaram a importância de se aperfeiçoar a regulamentação prudencial dos mercados de capitais. O Brasil, segundo a nota, sugeriu que fosse convocada uma reunião do conselho econômico e social das Nações Unidas, em nível ministerial. Já a Venezuela propôs realizar uma reunião de chefes de estado e de governo nas Nações Unidas. Os países do Mercosul que estão envolvidos no processo de formação do Banco do sul expressaram a importância de sua entrada em funcionamento o mais rápido possível, com vistas ao desenvolvimento mais eqüitativo da América do Sul. Também avaliaram a necessidade de uma conclusão satisfatória e equilibrada para as negociações da rodada Doha, que leve à eliminação de práticas comerciais distorcidas por parte dos países desenvolvidos. A nota do Itamaraty informa ainda que os ministros e presidentes de BCs concordaram com a necessidade de reforçar a capacidade da região de enfrentar os problemas decorrentes da crise. Entre esses mecanismos, foi mencionada a possibilidade de integração de serviços financeiros disponíveis nos mercados bancário, de capitais e de seguros. Esses países também concordaram que será mantido o intercâmbio de informações sobre medidas tomadas por cada país para enfrentar o momento atual.

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