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Mercosul levará ´maré´ de questões para reunião do FMI

O encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), a ser realizado em duas semanas em Cingapura, é assunto para o diário econômico argentino El Cronista Comercial. Segundo o diário, Brasil e Argentina - que participarão do encontro como países "que já não necessitam" do FMI - vão ecoar "uma maré de questionamentos" comuns aos países sul-americanos e periféricos em geral.O Mercosul defenderá modificações do direito a voto relativo a cada membro, mais flexibilidade para obter empréstimos durante crises e menos ingerência em políticas internas de cada país, afirma o jornal.Mas nem Buenos Aires nem Brasília exigirão aumento do direito a voto, seguindo China, Coréia do Sul, Turquia e México. O Cronista afirma que a "voz" de cada país é calculada de acordo com a proporção de cada qual no Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Por este critério, tanto o Brasil quanto a Argentina perderam participação nos últimos cinco anos.FMI 2 Já os países africanos expressaram insatisfação com a escolha dos quatro países emergentes, informou o britânico The Guardian. Eles enviaram uma carta ao ministros das Finanças britânico Gordon Brown - que preside o Comitê Monetário e de Finanças do FMI - argumentando que o fortalecimento dos quatro países deixaria as nações africanas numa situação de ainda maior inferioridade.Eles pedem que Gordon Brown articule com países desenvolvidos um rechaço à proposta. Segundo o Guardian, Gordon Brown é simpático ao apelo dos países africanos. Mobilidade para baixo Em editorial, o diário americano The New York Times analisa o fato de que "mesmo o melhor número (econômico divulgado na quarta-feira pelo governo) é má notícia para os americanos", apesar da expansão durante o governo Bush."Apenas crescer não é suficiente para responder aos problemas econômicos e sociais da pobreza, distribuição de renda e falta de seguridade", na visão do jornal."Faltam políticas que ajudem a garantir que os benefícios do crescimento são amplamente compartilhados - como suporte à educação pública, impostos progressivos, serviço de saúde acessível, maior salário mínimo e proteção ao trabalhador."Mas o NYT é pessimista: "é improvável que Bush leva a cabo essas mudanças, adepto que é de cortes de impostos que apenas beneficiam os ricos. Mas a agenda para o próximo presidente não poderia ser mais clara".

Agencia Estado,

31 de agosto de 2006 | 11h24

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