Mercosul precisa de menos retórica, diz ministro chileno

O Mercosul precisa de menos retórica e mais trabalho para conseguir colocar em prática a integração na região. A crítica foi feita nesta quinta-feira pelo ministro das Relações Externas do Chile, Alexandro Foxley. Segundo ele, as pessoas estão cansadas de ver os governos falarem em integração latino americana e não ver os resultados concretos. "Somos uma comunidade de nações para propor projetos e assegurar que eles sejam cumpridos", afirmou Foxley, que participa da reunião de Cúpula do Mercosul. O ministro do Chile é taxativo ao afirmar que a busca da integração no bloco passa por três áreas: o transporte, os projetos de energia elétrica e políticas sociais."Temos que sair das discussões teóricas e entrar em temas concretos, como o plano de integração física da América do Sul", explicou. Hoje, esse plano têm mais de 70 projetos que estão sendo debatidos há oito anos. Foxley avisa que o Mercosul para se projetar com êxito no cenário internacional tem de buscar a integração entre os oceanos Atlântico e Pacífico. "Isso pressupõe uma integração terrestre e oceânica", disse. "Sem isso, ele está condenado a pobreza", completou.O Chile não faz parte do Mercosul e nem têm intenção em entrar para o bloco econômico no futuro, segundo o ministro. O país atua apenas como membro associado e, por isso, não precisa seguir as decisões tomadas pelo Mercosul. "Existem problemas de compatibilidade de políticas comerciais", explica. O país adota uma taxa média de importação de 2% para todos os produtos, enquanto a taxa média na região é de 20%. "Somos mais abertos e não podemos nos fechar para entrar no Mercosul", afirma.

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