Mercosul promete resolver pendências até 2006

O Conselho Mercado Comum (CMC) decidiu hoje, na 24ª reunião desde que o bloco foi criado em 1991, resolver todas as diferenças até 2006 e formar um verdadeiro mercado comum. O secretário de Relações Internacionais da Argentina, Martín Redrado, disse que os quatro países ?visam 2006 com prazos concretos para aperfeiçoar a união aduaneira e caminhar em direção do mercado comum?.O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que atuou como porta-voz do CMC, se mostrou otimista com o resultado da reunião do Conselho sobre os temas de serviços e compras governamentais e disse que essas decisões serão repassadas nesta quarta-feira aos presidentes dos quatro países. ?A metodologia (sobre serviços) precisa ser mais abrangente e não apenas picadinho. Precisamos de regimes comuns para liberalizar setores inteiros e não uma mera troca?, disse Amorim. ?O que os países desenvolvidos querem com a gente, precisamos fazer dentro do Mercosul.?Em relação às compras governamentais, por meio das quais empresas privadas e públicas de cada país podem participar de licitações nas mesmas condições das nacionais, o ministro disse que não faz sentido discutir o tema com a Alca ou com a União Européia, cujas exigências se estendem a todas as esferas governamentais, inclusive municipal. ?Precisamos resolver isso no âmbito do Mercosul em benefício dos quatro países".O ministro informou que, tanto o Brasil como a Argentina, reconhecem que as economias do Paraguai e Uruguai precisam ser tratadas com uma grau de liberdade necessário, mas dentro dos limites razoáveis. ?Temos de ser firmes no atacado e flexíveis no varejo?, afirmou. O importante, acrescentou, é a unidade para completar a agenda do Mercosul, que ficou para atrás.

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