Mercosul quer entidade única para controle da aftosa

O deputado Claudio Diaz (PSDB-RS), coordenador-geral da Comissão de Combate à Febre Aftosa no Parlamento do Mercosul, defendeu hoje, em Montevidéu, no Uruguai, a criação de uma instituição única para fiscalização das ações de controle e combate à doença. Ele argumenta que essa instituição deve atuar não só nos países integrantes do bloco (Argentina, Paraguai, Brasil e Uruguai), mas em países vizinhos que não têm controle da enfermidade. A sugestão consta em relatório elaborado pelo parlamentar. A aftosa é uma doença que atinge bovinos, suínos, caprinos, ovinos e bubalinos, entre outros animais. Na reunião de hoje, a primeira do ano, os integrantes do Parlamento vão votar o relatório de Diaz sobre a questão sanitária. A expectativa do deputado é que o texto seja aprovado. Depois, o relatório será enviado ao órgão responsável pelo combate à doença em cada país - no caso do Brasil, o Ministério da Agricultura. "Cada dólar investido pelo Brasil, Argentina e Uruguai, principalmente, significa um retorno de milhares de dólares na balança comercial, pois isso ajuda os nossos rebanhos a ficarem livres da febre aftosa. Muitas vezes, eles não estão livres porque países sem controle algum contaminam nossos rebanhos", avaliou.Outros temas também serão tratados na reunião de hoje. Entre eles, a declaração de apoio à iniciativa "América Latina e Caribe sem Fome 2025", o comércio de pneus usados para remodelagem, a integração energética e a crise diplomática entre Equador, Colômbia e Venezuela. Na reunião, tomarão posse os novos parlamentares argentinos que integrarão o Parlamento do Mercosul.

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