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Mercosul tenta acelerar entrada da Venezuela

Aprovação só depende do Senado paraguaio, onde o processo está parado há três anos; presidente do Uruguai propõe que prerrogativa seja do Executivo

ARIEL PALACIOS , ENVIADO ESPECIAL / MONTEVIDÉU, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h04

Representantes dos quatro países do Mercosul debateram ontem a proposta do governo uruguaio de acelerar o processo de entrada da Venezuela como sócio pleno do bloco do Cone Sul.

No entanto, o plano do anfitrião da 42.ª cúpula do bloco, o presidente uruguaio José "Pepe" Mujica, de encontrar uma "variável jurídica" que dê um drible na aprovação do Senado paraguaio deparava-se com reticências dos outros sócios.

Há meia década a Venezuela é "sócio pleno em estado de adesão". Sua entrada foi aprovada pelos Parlamentos de Argentina, Brasil e Uruguai. Porém, o pedido de ingresso está parado no Senado paraguaio há três anos. Apesar dos apelos do presidente Fernando Lugo para aceitar o país caribenho. Mujica propõe que, para desbloquear o ingresso da Venezuela, seria suficiente a aprovação do Poder Executivo, isto é, o presidente Lugo.

O chanceler uruguaio Luis Almagro disse ontem que os governos do Mercosul estavam tentando "encontrar uma fórmula para o ingresso da Venezuela no Mercosul". Segundo o ministro, a entrada do país deveria ser "consistente e organizada". Porém, Almagro hesitou ao explicar a alternativa para a entrada da Venezuela. "Vocês devem esperar a fórmula", concluiu, após prolongada vacilação.

Alquimia. Altas fontes diplomáticas paraguaias afirmaram que existem divergências sobre a entrada da Venezuela no Mercosul. "Estamos buscando fórmulas para isso", explicaram. "Mas pode ser que não encontremos alquimia para esse ingresso nesta cúpula", admitiram.

Outros diplomatas, em off, confessaram que queriam a entrada do país caribenho, embora tentassem "evitar que a entrada da Venezuela tivesse a imagem de um parto forçado, a fórceps".

Integrantes da comitiva brasileira declararam ao Estado que "a coisa não é tão fácil assim", em referência à "ponte de safena política" que seria necessária para que o presidente do Paraguai, prescindindo do Senado, aprove o ingresso venezuelano.

Equador e Bolívia. Enquanto discutiam o modus operandi jurídico para colocar a Venezuela no Mercosul, os ministros esperavam ontem o pedido formal do Equador para tornar-se sócio pleno do bloco. O Equador, atualmente, é "estado associado". Nos últimos dias, rumores no âmbito diplomático indicavam que a Bolívia também faria um pedido formal. O país, comandado por Evo Morales, também é "estado associado" do bloco.

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