Merkel apoia esforços para crescimento da Europa, mas rejeita estímulos

Chanceler alemã insistiu que a Europa precisa de disciplina fiscal e instrumentos como o novo Pacto Fiscal para superar a crise de dívida na zona do euro

Andréia Lago, da Agência Estado,

25 de abril de 2012 | 13h13

A chanceler alemã Angela Merkel disse que apoia os pedidos para ampliar os esforços no sentido de acelerar o crescimento na Europa, mas descartou novos programas de estímulo.

Ao discursar em uma conferência organizada pelo seu partido, a União Cristã Democrática, Merkel insistiu que a Europa precisa de disciplina fiscal e instrumentos como o novo Pacto Fiscal para superar a crise de dívida na zona do euro.

"Mas o crescimento também é necessário", acrescentou. "Crescimento na forma de iniciativas sustentáveis e não apenas estímulo econômico que simplesmente aumente a dívida soberana, e sim crescimento na forma expressada hoje pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, na forma de reformas estruturais", defendeu.

Em discurso feito ao Parlamento Europeu nesta manhã, Draghi defendeu o que chamou de "crescimento compacto" na Europa, reconhecendo a insatisfação popular em relação às medidas de austeridade adotadas em toda a Europa para enfrentar a crise de dívida na zona do euro.

Embora o presidente do BCE pareça ecoar as demandas por um afrouxamento na disciplina fiscal, ele deixou claro que se opõe a déficits mais elevados. "Se você achar que pode aumentar a demanda por meio de aumento do déficit, então o que acontecerá se não tivermos demanda maior?", questionou. "A bola está inteira e completamente na esfera dos governos e bancos", disse Draghi. As informações são da Dow Jones.

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