Merkel defende maior diálogo entre economias emergentes

A primeira ministra alemã, Angela Merkel, defendeu novas formas de diálogo e maior esforço de compreensão entre as economias do mundo rico e as grandes emergentes, citando Brasil, China, India, México e África do Sul. A Alemanha preside neste semestre tanto a União Européia quanto o Grupo dos 8 (G-8), formado pelas sete maiores economias capitalistas e pela Rússia. Esse esforço será lançado, segundo ela, na próxima reunião de cúpula do G-8, prevista para junho na cidade alemã de Heiligendamm. Merkel defendeu também a retomada das negociações globais de comércio, a Rodada Doha. Mas nesse ponto cobrou flexibilidade das economias em desenvolvimento. Segundo ela, não se deve concentrar a discussão no tema da agricultura. É preciso, acrescentou, realizar progressos no debate sobre o comércio de produtos industriais e serviços na questão do igual tratamento para investimentos nacionais e estrangeiros. Merkel convocou os membros do G-8 para formar uma frente única e forçar os emergentes a "participar da responsabilidade global". Ela não fez nenhuma referência à responsabilidade da Europa e dos Estados Unidos pelo impasse na Rodada Doha. Ministros de cerca de 30 países tentarão desencalhar as negociações comerciais na sexta-feira, numa reunião paralela às atividades do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

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