Merkel defende que G-20 acelere medidas de controle

A chanceler alemã Angela Merkel disse que irá defender junto a seus parceiros do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) a aceleração das medidas para apertar o controle político sobre os mercados financeiros e criar novos impostos aos bancos. Merkel afirmou também que irá defender junto aos países do G-20 coordenação de suas estratégias de retirada das medidas de estímulo introduzidas durante a crise financeira.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

20 de maio de 2010 | 10h51

Merkel falou durante a conferência de ministros das Finanças de um número de países do G-20, para discutir a nova regulação financeira que o grupo levará para o encontro de junho do grupo em Toronto. Participam da conferência a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, e o comissário europeu de regulação financeira, Michel Barnier. "Estou muito preocupada se conseguiremos fechar um acordo internacional de forma similarmente coordenada para as estratégias de saída, como fizemos com as medidas de estímulo", disse Merkel.

Ela disse que buscará apoio do Canadá para uma proposta de impostos sobre atividades financeiras, que seria aplicada sobre o lucro das instituições e sobre o pagamento de bônus, além da tarifa sobre o balanço dos bancos, excluindo depósitos, que a Alemanha pretende implementar. Merkel advertiu que a Europa deveria insistir na direção de um crescimento econômico sustentável, que não seja dependente de déficits orçamentários muito elevados e criticou o Reino Unido e os Estados Unidos por esperarem a estabilização do mercado de trabalho antes de iniciarem redução de seus déficits. Merkel afirmou também que deseja discutir os "desequilíbrios globais" no comércio.

Ela reiterou a necessidade de criação de uma agência de rating europeia e suas críticas contra o mercado financeiro, que teriam provocado a queda no valor do euro e prejudicado os países com elevado endividamento, sobretudo a Grécia. Merkel negou, mais uma vez, que a zona do euro corra risco de ruptura e pediu aos países-membros que mantenham seus déficits dentro de limites necessários para a viabilidade do bloco. As informações são da Dow Jones.

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