Merkel e Hollande discutem medidas contra desemprego

O presidente da França, François Hollande, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, apresentaram nesta quinta-feira em Paris uma série de propostas para combater o desemprego entre jovens, incentivar os empréstimos para pequenas empresas e harmonizar os sistemas tributários na zona do euro. Os dois também comentaram uma proposta da Comissão Europeia sobre a criação de um mecanismo para lidar com a falência de bancos.

Agencia Estado

30 de maio de 2013 | 17h13

Segundo Hollande e Merkel, esse mecanismo deveria ser financiado pelo próprio setor financeiro e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) deveria ser usado apenas como uma segunda linha de defesa. Os dois líderes disseram ainda que pode ser estudada uma possível fusão do ESM com esse mecanismo para lidar com a falência dos bancos, mas afirmaram também que os critérios para que o ESM possa recapitalizar diretamente os bancos da zona do euro ainda não foram decididos.

"O novo mecanismo para a resolução de bancos problemáticos na zona do euro deveria ser baseado em um conselho abrangendo as autoridades nacionais", diz o comunicado divulgado pelos dois governos. Se os fundos nacionais - financiados com as contribuições do próprio setor financeiro - se esgotarem, então os governos poderão pedir ajuda do ESM. "Nós podemos ver como a recapitalização direta pode ser feita após uma série de etapas, com a contribuição nacional, a participação dos bancos e, em última instância, o apoio europeu", afirma Merkel.

Os dois também afirmaram que a Europa precisa de mais coordenação das políticas econômicas. "O Pacto de Estabilidade e Crescimento não é suficiente", comentou Merkel. Ela e Hollande ressaltaram a necessidade de acelerar os processos de tomada de decisão e reformas em nível europeu, também para combater o "sentimento de que os esforços estão diminuindo".

Os dois vão propor na reunião de cúpula da UE que será realizada na semana que vem que os 6 bilhões de euros previstos no orçamento do bloco para serem usados no combate ao desemprego entre jovens até 2020 sejam utilizados em dois anos.

Embora as propostas não sejam tão ambiciosas quanto Hollande gostaria, elas mostram que existem pontos de acordo entre os dois países. "Nós estamos agindo juntos porque compartilhamos dos mesmos princípios. Quando as pessoas falam da França e da Alemanha, elas pensam que nós não concordamos em nada. Mas elas insistem nas nuances, esquecendo dos nossos pontos de concordância", comentou o líder francês.

Ele ressaltou a necessidade de incentivar o crescimento, afirmando que isso vai ajudar a reduzir o desemprego. Já Merkel apontou que a consolidação orçamentária e o crescimento "não são contraditórios, e sim dois lados da mesma moeda". As informações são da Dow Jones e da Market News International.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.