Merkel e Hollande prometem fazer tudo para proteger a zona do euro

Em comunicado conjunto, Alemanha e França dizem estar profundamente comprometidas com a integridade do euro; declarações surgem em meio à pressão para que a Grécia saia do bloco 

Danielle Chaves, da Agência Estado,

27 de julho de 2012 | 11h45

 

BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, prometeram fazer tudo que for possível para proteger a zona do euro. "Alemanha e França estão profundamente comprometidos com a integridade da zona do euro. Eles estão determinados a fazer tudo para proteger a zona do euro", disseram os dois líderes em um comunicado conjunto.

O comunicado foi publicado depois de uma conversa por telefone entre eles, o que confirmou relatos da imprensa francesa divulgados no começo do dia sobre um telefonema entre os dois líderes hoje. As declarações surgiram em meio à crescente pressão na Alemanha para que a Grécia saia da zona do euro e às expectativas de que possa haver uma ação coordenada entre os membros da zona do euro e o Banco Central Europeu (BCE) para apoiar Espanha e Itália.

Merkel e Hollande disseram que os países membros e as instituições europeias precisam cumprir a responsabilidade em suas áreas de competência. As autoridades também afirmaram que é necessário que os Estados implementem rapidamente as decisões tomadas na cúpula de líderes da UE realizada no fim de junho.

Le Monde

O jornal francês Le Monde informou hoje que o BCE está preparando uma ação coordenada com os países europeus. O objetivo do plano é conter o aumento dos yields (retorno ao investidor) dos bônus da Espanha e da Itália, que estão tornando cada vez mais difícil para os dois governos se financiarem sozinhos nos mercados.

De acordo com fontes citadas pelo jornal, inicialmente a ideia é acionar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) ou o fundo que a sucederá em setembro, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, em inglês), para que comprem no mercado primário dívida emitida por Madri ou Roma. Depois disso, o BCE retomará seu programa de compra de bônus no mercado secundário.

"O BCE não irá sem os governos. O BCE agirá se eles estiverem prontos para acionar os fundos de resgate", declarou uma das fontes ao Le Monde. O jornal acrescentou que os contatos entre Mario Draghi, presidente do BCE, e os principais dirigentes da zona do euro se multiplicaram nos últimos dias e que negociações sobre o plano deverão ser feitas nesta sexta-feira.

As informações são da Dow Jones.

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