Merkel e Monti prometem fazer de tudo para proteger euro

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, vão fazer de tudo para proteger a zona do euro e implementar rapidamente as medidas pactuadas pelos líderes europeus em junho, afirmaram os dois governos em um comunicado divulgado neste domingo.

Reuters

29 de julho de 2012 | 12h16

Os termos do comunicado, emitido depois que os dois líderes analisaram a crise da zona do euro em uma conversa por telefone, no sábado, reiteram a promessa feita na sexta-feira por Merkel e o presidente da França, François Hollande, e pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, na quinta-feira.

Os dirigentes europeus iniciaram uma ofensiva nos últimos dias para enfatizar seu empenho em resolver os problemas da dívida na zona do euro e buscar restabelecer a calma, depois de uma semana em que os rendimentos dos títulos espanhóis atingiram seus níveis mais elevados e a Grécia levanta preocupações de que não terá como arcar com as condições do pacote de ajuda, podendo deixar a zona do euro.

Os comentários de Draghi foram interpretados pelos mercados como um indício de que o BCE poderá reativar seu programa de compras no mercado secundário de títulos de governos com problemas.

À beira da insolvência, a Grécia vem lutando uma batalha cada vez mais desesperadora para cortar gastos. Seus credores estão atualmente em Atenas para avaliar seu progresso e decidir se mantêm o pacote de 130 bilhões de euro para salvar o país.

De acordo com uma fonte a par das conversações na coalizão de governo grego, os líderes do país concordaram com medidas de austeridade exigidas pelos credores, e os políticos estão agora decidindo sobre reduções de salários e pensões para chegar a cortes de 1,5 bilhão de euros ainda por definir.

(Reportagem de Alexandra Hudson)

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