Merkel vê possibilidade de EFSF comprar bônus

Chanceler alemã, no entanto, nega que haja debate sobre este assunto no momento

Renan Carreira, da Agência Estado,

20 de junho de 2012 | 15h55

A Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) poderia ser usada para a compra de bônus soberanos da zona do euro nos mercados secundários, dentro de determinadas condições, disse a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, embora tenha ressaltado que não há planos concretos neste momento para isso.

"Esse não é um assunto do debate agora", afirmou Merkel em uma entrevista à imprensa após reunir-se com o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, em Berlim. "Mas há uma possibilidade de se comprar bônus governamentais no mercado secundário por meio da EFSF e da ESM (Mecanismo de Estabilidade Europeu)", disse ela.

Nos últimos dias, o presidente da França, François Hollande, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, e outras autoridades europeias discutiram medidas - entre elas o uso de mecanismos de financiamento europeus coletivos para aqueles países que estão cumprindo com o anteriormente acordado plano de redução de déficit - a fim de tranquilizar os investidores e aliviar a crescente pressão sobre os custos de financiamento de Itália e Espanha.

A ideia deles seria usar os fundos de resgate existentes, a EFSF e o ESM, que são garantidos pelos Estados membros, para comprar bônus soberanos da zona do euro a fim de antecipar-se a círculos viciosos que podem se materializar.

Autoridades alemãs rejeitaram a ideia da França e da Itália em reportagens na imprensa hoje. A Alemanha apoia que o Conselho Europeu se concentre sobre o crescimento econômico em sua reunião mais tarde neste mês e sobre o fato de que o pacto fiscal fez a consolidação fiscal mais vinculativa entre os Estados membros.

"Crescimento sustentável é inconcebível sem a consolidação de nossos orçamentos", disse Merkel. O crescimento deve sempre se concentrar em assegurar competitividade, especialmente contra mercados emergentes, acrescentou, assim os europeus podem vender seus produtos nos mercados globais.

A chanceler elogiou as medidas tomadas por Espanha e Portugal para melhorar a competitividade e reiterou o desejo dela de que a Europa recapitalize seus bancos.

As informações são da Dow Jones

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