Merkel viajará à China para pressionar por comércio justo e investimentos

Chanceler deve levantar questões como a proteção de propriedade intelectual, a política monetária chinesa e os direitos humanos no país  

Álvaro Campos, da Agência Estado,

28 de agosto de 2012 | 18h08

BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, visita a China nesta quinta-feira, 30, na segunda viagem ao país este ano, em uma tentativa de fortalecer as relações entre a maior economia da Europa e o país mais populoso do mundo.

Acompanhada de sete ministros e quase 20 grandes empresários alemães, Merkel deve levantar algumas questões complicadas, como a proteção de propriedade intelectual, a política monetária chinesa e até mesmo a questão dos direitos humanos no país. "Nós estamos pressionado por regras justas de comércio", diz uma das autoridades que vai acompanhar a líder alemã.

Merkel vai se encontrar com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e também com o presidente, Hu Jintao. Ela deve viajar em um trem de alta velocidade, com destino ao porto da cidade de Tianjin, onde assistirá à conclusão do 100º avião produzido pela fábrica da Airbus no país.

O comércio entre a China e a Alemanha tem crescido solidamente desde a última década. O volume total do comércio entre os dois países foi de cerca de 144 bilhões de euros em 2011, uma alta de 10% em relação ao ano anterior, segundo dados apresentados pelo governo alemão. Além disso, empresas alemãs investiram 26 bilhões de euros na China no ano passado, enquanto o investimento chinês na Alemanha foi de cerca de 1,2 bilhão de euros.

A demanda da China tem ajudado a economia da Alemanha durante a atual crise na zona do euro, mas também cria o risco da maior economia da Europa se tornar dependente da gigante asiática e outros mercados emergentes. É por isso que Merkel está pressionando a China a investir parte das suas reservas internacionais, que somam quase US$ 3,2 trilhões, na Europa.

Entre os empresários que estão viajando com Merkel estão Peter Loescher, executivo-chefe da Siemens, e Tom Enders, executivo-chefe da EADS, holding da Airbus. Segundo fontes, a fabricante de aeronaves pode anunciar, durante a visita de Merkel, a venda de 100 aeronaves para o país. As informações são da Dow Jones.

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