Merril Lynch recomenda Petrobras

O banco norte-americano Merrill Lynch retomou ontem a análise das ações da Petrobras e atribuiu aos papéis da empresa a recomendação de compra, mesma dada aos papéis no longo prazo. Segundo Frank J. Mcgann, analista da Merrill Lynch, a cobertura das ações da Petrobras voltou a ser feita, pois acabou o prazo restritivo imposto pela Secutiries and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado financeiro norte-americano. Isso se deveu à recente oferta de ações da companhia nos EUA. A Petrobras iniciou a venda de papéis na Bolsa de Nova York no dia 10 de agosto, através de "American Depositary Receipts" - ADR Nível III. Esses são recibos de ações da empresa brasileira, negociados na Bolsa de Nova York (NYSE), lastreados em ações ordinárias - ON, com direito a voto, os mesmos papéis leiloados recentemente pelo governo. A Merrill Lynch fixou o preço-alvo para 12 meses de R$ 77,00, na Bovespa, ou US$ 43 para os recibos. As ações Petrobras ON fecharam ontem a R$ 57,15 na Bolsa de Valores de São Paulo, o que equivale US$ 31,35. Na análise da Merrill Lynch, o lucro da Petrobras deve crescer, em média, 11% durante os próximos cinco anos, superando a estimativa média de crescimento de 5% para outras petrolíferas internacionais. Destaca que a empresa tem a melhor perspectiva de crescimento no mercado de petróleo e produção de gás entre outras companhias do setor. Com o desenvolvimento de sua ampla reserva inexplorada, a produção da Petrobras tende a registrar um crescimento de 10% pelos próximos cinco anos. Veja no link abaixo matéria sobre o objetivo da empresa em expandir seu campo de atuação em outros países.

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