Merrill Lynch antecipa que demanda por títulos chegou a US$ 3 bi

A demanda pelos bônus globais vendidos hoje pelo Brasil chegou perto de US$ 3 bilhões, informaram os diretores da área de mercado de capitais do Merrill Lynch em Nova York, Augusto Urmeneta e Max Volkov. O Merrill Lynch atuou juntamente com o Goldman Sachs como líder na reabertura da emissão dos bônus da República com vencimento em 2019. Foram captados US$ 500 milhões. Segundo os diretores do Merrill Lynch, o Tesouro brasileiro estabeleceu desde o início da operação que o montante ficaria limitado a US$ 500 milhões para manter o interesse do mercado pelo papel. Ele disse que a maior parte dos bônus foi comprada por investidores institucionais. "São investidores de longo prazo, que compraram os papéis para manter em carteira", comentou. De acordo com Urmeneta, cerca de 80% dos bônus foram alocados para investidores dos EUA e os 20% restantes ficaram com investidores europeus e latino-americanos. O diretor do Merrill Lynch elogiou o momento escolhido pelo Tesouro para fazer a captação. "Chamou a atenção a rapidez com que a emissão foi concluída: o book de propostas ficou aberto por cerca de duas horas apenas esta manhã e a demanda já superava de longe a oferta". Urmeneta acredita que o forte interesse pelos bônus brasileiros é reflexo da base ampla de investidores que o País tem por conta da melhora de seus fundamentos. Segundo ele, os preços dos papéis brasileiros já estiveram mais baratos no passado, por isso a atração não se deve ao nível de preços dos títulos no mercado.

Agencia Estado,

10 Maio 2005 | 17h24

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