Merrill Lynch diz que transações com Enron foram adequadas

A Merrill Lynch sustentará que as transações da empresa com a gigante de energia Enron foram "apropriadas e adequadas" considerando-se as informações que estavam disponíveis por ocasião dos negócios, de acordo com o depoimento que representantes da corretora darão ao subcomitê permanente de investigações do Comitê de Relações Governamentais do Senado dos EUA.Os parlamentares do subcomitê deverão apresentar evidências sobre a ligação entre a área de pesquisa da corretora e a subscrição de ações para a Enron.Em comunicado com o resumo dos pontos que serão abordados no depoimento ao subcomitê, a corretora informou que as decisões de negócio foram tomadas com base nas informações que estavam disponíveis na ocasião. "Em nenhum momento adotamos uma transação que consideramos imprópria", informou a Merrill Lynch.Segundo a corretora, a relação com a Enron foi modesta e o banco de investimentos recebeu uma comissão de US$ 8,2 milhões com suas transações para a gigante de energia entre 1997 e 2001, o que correspondeu a apenas 0,2% dos US$ 3,5 bilhões recebidos com comissões durante o período.A Merrill afirmou ainda que "em nenhum momento" as avaliações da companhia estiveram comprometidas. A Merrill informou que tinha conhecimento de que a Enron estava "decepcionada" com o rating "neutro" dada para sua ação por um analista da empresa, mas observou que a recomendação neutro foi mantida durante o período em questão.O jornal The New York Times publicou uma matéria hoje, segundo a qual a Merrill substituiu o analista John Olson, após ele ter sido criticado em um memorando interno que destacava que a corretora tinha perdido um negócio por conta do desgosto "visceral" da Enron com o rating dado por Olson.

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