Merrill Lynch rebaixa dívida brasileira

O banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch promoveu um ajuste na sua carteira-modelo, provocando a redução da exposição aos bônus do Brasil e do Equador. A instituição argumentou que a mudança faz parte do que chamou de um portfólio "tático" para guerra. O banco de investimentos declarou que, diante da perspectiva de uma guerra liderada pelos EUA contra o Iraque, o melhor que as dívidas dos mercados emergentes poderão fazer será oscilarem dentro de faixas estreitas de preços, mas com tendências negativas. De acordo com o relatório mensal do Merrill Lynch, distribuído aos clientes na sexta-feira à noite, o banco decidiu reduzir a recomendação da dívida do Brasil de "marketweight" (peso de mercado) para "underweight" (abaixo do peso de mercado), citando a forte correlação entre os bônus da dívida externa do país e a avaliação do banco de aversão a riscos. "(Essa decisão) não reflete uma mudança na nossa visão construtiva para o crédito (do Brasil) em 2003 como um todo", destacou o Merrill Lynch. O banco ressalvou que o rebaixamento da recomendação para os bônus brasileiros poderá ser revisto. "Nós acreditamos que se o conflito no Iraque não for prolongado e não acarretar conseqüências adversas, o enfraquecimento dos bônus brasileiros relacionado ao fato poderá oferecer um ponto atraente de reentrada (dos investimentos) antes do fim do primeiro trimestre", observou o comunicado. O Merrill Lynch informou ainda, que por razões semelhantes, está reduzindo a recomendação para a exposição no Equador de "overweight" para "marketweight" e que mantém a posição " overweight" para cash.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.