Merrill Lynch rebaixa recomendação para dívida brasileira

O banco de investimentos Merrill Lynch rebaixou a recomendação para a dívida externa brasileira de "marketweight" (dentro da média de mercado) para "underweight" (abaixo da média de mercado), citando as preocupações eleitorais e externas como justificativas para a decisão. O rebaixamento segue-se à volta da volatilidade nos mercados financeiros brasileiros, que tem origem em uma série de pesquisas de intenção de votos mostrando que o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, melhorou suas chances de vitória no primeiro turno da eleição, marcado para o dia 6 de outubro. "Nós ainda acreditamos que a eleição deve ter um segundo turno, mas estamos mais incertos sobre isso, considerando a dinâmica do atual estágio da campanha", avaliou o banco em um boletim de pesquisa. "O cenário externo, por sua vez, está mostrando novamente aumento da aversão a risco", analisou o Merrill Lynch. Embora os spreads dos bônus brasileiros continuem oscilando nos níveis de crise, eles melhoraram um pouco no início desta quarta-feira, recuando 68 pontos-básicos, para 2.175 sobre os títulos do Tesouro norte-americano no Emerging Markets Bond Index Plus, do J.P. Morgan. Em pesquisa divulgada ontem pelo Ibope, Lula permaneceu com 41% das intenções de voto. O levantamento mostrou que o candidato derrotaria o tucano José Serra em um possível segundo turno, por 55% contra 35% dos votos. O Merrill Lynch afirmou ainda que observa agora uma probabilidade "mais elevada" de novas quedas durante o período eleitoral.

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