Merrill Lynch reduz volume de papéis brasileiros em carteira

Ao revisar sua carteira recomendada de títulos da dívida para mercados emergentes, a Merrill Lynch elevou a sua posição em cash (caixa) de underweight (peso abaixo da média) para neutro. Ao mesmo tempo, a Merrill Lynch reduziu a alocação da dívida do Brasil na sua carteira de overweight (peso acima da média) para marketweight (peso na média). A instituição havia elevado o Brasil para overweight durante o verão no Hemisfério Norte (julho a setembro) do ano passado. "Queremos ressaltar duas coisas. Primeiro, não estamos ficando ´bearish´ em relação ao mercado, mas estamos gradualmente reduzindo risco. Segundo, consideramos essa mudança como uma recomendação tática e não uma aposta estrutural. Uma recomendação estrutural provavelmente virá mas deverá acontecer mais para o final do ano ou em 2006", afirmou o diretor de pesquisa e estratégia para mercados emergentes da Merrill Lynch, Tulio Vera, em nota divulgada hoje a clientes. Ele disse que no curto prazo, "os riscos métricos se tornaram tão esticados que o mercado está maduro para um realização", justificou. Para ele, o retorno do mercado de dívida de emergentes este ano deverá ser modesto ou, na melhor das hipóteses, pequeno.

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